Se você é empreendedor, autônomo ou contador, precisa entender as mudanças que já estão em curso e as que estão por vir. Em 2026, a contabilidade empresas tributação no Brasil está passando por uma transformação significativa, com impactos diretos no bolso do MEI, nas regras do Simples Nacional e na obrigatoriedade de formalização de milhares de profissionais. O salário mínimo subiu para R$ 1.621,00 (Decreto nº 12.797/2025), e com ele, o valor do DAS-MEI. Mas as novidades vão muito além: projetos de lei prometem ampliar os limites de faturamento, a Reforma Tributária começa a sair do papel e a Receita Federal está de olho em quem ainda atua sem CNPJ. Vamos aos fatos, com dados concretos e impacto real para o seu negócio.
Neste artigo, analisamos as principais notícias e propostas legislativas que afetam a contabilidade empresas tributação no ano de 2026. O objetivo é oferecer um panorama claro e neutro, baseado em fontes oficiais, para que você possa planejar sua estratégia fiscal com segurança. Acompanhe os detalhes a seguir.
MEI em 2026: Valores Atualizados e Limites em Debate
O ano de 2026 começou com valores reajustados para o DAS-MEI. Com o novo salário mínimo de R$ 1.621,00, a contribuição mensal ao INSS passou a ser de R$ 81,05 (5% do salário mínimo) para o MEI geral. Assim, os valores mensais do DAS ficaram:
- Comércio e Indústria: R$ 82,05 (INSS + ICMS);
- Serviços: R$ 86,05 (INSS + ISS);
- Comércio e Serviços: R$ 87,05 (INSS + ICMS + ISS).
Já para o MEI Caminhoneiro, com alíquota de 12%, o INSS custa R$ 194,52 mensais, elevando o DAS para valores entre R$ 195,52 e R$ 200,52, dependendo da atividade. A formalização como MEI continua gratuita (Portal do Empreendedor), e o custo recorrente é apenas o DAS mensal.
No campo legislativo, o PLP 108/2021 segue em tramitação e propõe elevar o limite de faturamento do MEI dos atuais R$ 81.000,00/ano para R$ 130.000,00/ano. O projeto já foi aprovado no Senado e está em análise na Câmara, com discussões sobre a correção automática dos limites pela inflação. Até o momento, no entanto, o teto oficial permanece em R$ 81 mil, e o empresário deve planejar seu faturamento com base nessa regra.
Simples Nacional: Projeto de Lei Pode Elevar Teto para R$ 12 Milhões
Uma das notícias mais impactantes para a contabilidade empresas tributação em 2026 é o PLP 140/2026. Este projeto, ainda em debate no Congresso, propõe uma das maiores revisões do Simples Nacional desde sua criação. Pelo texto, os limites de enquadramento subiriam de forma expressiva:
- Microempresa (ME): de R$ 360.000,00 para R$ 1.200.000,00 por ano;
- Empresa de Pequeno Porte (EPP): de R$ 4.800.000,00 para R$ 12.000.000,00 por ano.
Além da ampliação, o projeto traz uma condição importante: empresas com faturamento acima de R$ 4,8 milhões e dentro do novo limite de R$ 12 milhões poderiam permanecer no Simples por, no máximo, 5 anos consecutivos. Após esse período, seriam obrigadas a migrar para o Lucro Presumido ou Lucro Real. A proposta inclui mecanismos para suavizar a transição, mas ainda precisa ser aprovada em todas as instâncias, sem previsão de vigência imediata.
Enquanto isso, a comissão especial da Câmara que analisa o PLP 108/2021 já sinalizou consenso para reajustar todas as faixas do Simples Nacional e incluir a correção automática pela inflação. Se aprovado, o impacto seria sentido por centenas de milhares de empresas que hoje se aproximam do limite de R$ 4,8 milhões e precisam planejar uma eventual migração de regime.
Reforma Tributária 2026: O que já está valendo e o que vem por aí
A Emenda Constitucional nº 132/2023 já foi sancionada, e seu primeiro PLP regulamentador — a Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025 — está em vigor. A partir de agora, começa a transição gradual para o novo modelo de tributação sobre consumo, com a substituição de PIS/COFINS, ICMS e ISS por CBS (federal) e IBS (estadual/municipal).
O governo federal, por meio do Ministério da Fazenda, mantém página oficial dedicada à regulamentação da reforma, com foco nos PLPs que detalham as regras de transição. Governos locais já se movimentam: no Distrito Federal (GDF), por exemplo, contribuintes do Simples e MEIs estão sendo habilitados para emitir notas fiscais adaptadas às novas regras.
Para o empresário do Simples Nacional, a principal dúvida é: como a CBS e o IBS incidirão sobre o faturamento unificado? A expectativa é que o Simples mantenha seu recolhimento único, mas com novas regras de crédito para os adquirentes. A transição deve ocorrer entre 2026 e 2033. Na prática, isso significa que os sistemas de emissão de NFS-e e escrituração fiscal precisarão ser atualizados para garantir o aproveitamento de créditos tributários pelos clientes.
CNPJ Obrigatório para Autônomos a Partir de Julho de 2026
Uma novidade que promete aumentar a demanda por contabilidade empresas tributação é a orientação da Receita Federal, divulgada no final de 2025, de que, a partir de julho de 2026, todos os profissionais autônomos deverão possuir CNPJ. A medida visa reduzir a informalidade e alinhar o Brasil às práticas internacionais de fiscalização.
O impacto prático é imediato:
- Autônomos com faturamento de até R$ 81 mil/ano e atividade permitida: deverão se formalizar como MEI, arcando com o DAS mensal (cerca de R$ 82 a R$ 87/mês).
- Autônomos com faturamento superior ou atividade não MEI: terão que abrir empresa no Simples Nacional ou em outro regime.
Para as empresas contratantes, a mudança impacta as retenções na fonte (INSS, IRRF, ISS) e as obrigações acessórias como eSocial e EFD-Reinf. É fundamental que os departamentos de pessoal e contabilidade se preparem para classificar corretamente cada prestador de serviço a partir de julho.
Mudança no Prazo de Opção pelo Simples Nacional para 2027
Segundo comunicações do mercado e publicações em redes especializadas, a Resolução CGSN nº 186/2026 teria antecipado o prazo de opção pelo Simples Nacional 2027 para 30 de setembro de 2026. A mudança estaria ligada à necessidade de adaptação dos sistemas à Reforma Tributária.
Atenção: essa informação ainda precisa ser confirmada diretamente no site da Receita Federal ou do Comitê Gestor do Simples Nacional. A regra histórica estabelece que a opção para o ano-calendário seguinte ocorre até 31 de janeiro. Caso a resolução seja publicada, o novo prazo de setembro de 2026 valerá exclusivamente para o ingresso no regime a partir de 2027. Empresários e contadores devem monitorar o Diário Oficial da União para evitar surpresas.
O que o Empresário Precisa Fazer Agora: Planejamento e Ação
Diante de tantas mudanças, o planejamento tributário nunca foi tão necessário. Para a contabilidade empresas tributação em 2026, as recomendações são práticas:
- Monitore os projetos de lei: PLP 108/2021 e PLP 140/2026 podem alterar os limites de faturamento do MEI e do Simples. Empresas próximas a R$ 4,8 milhões devem simular o impacto de um eventual teto de R$ 12 milhões.
- Atualize seu sistema de NFS-e: A emissão de notas fiscais padronizadas (NFS-e nacional) já é obrigatória para MEIs e deve ser adaptada às regras da CBS/IBS.
- Prepare-se para a formalização de autônomos: Se você contrata profissionais sem CNPJ, planeje a reclassificação até julho de 2026. Isso impacta encargos e obrigações acessórias.
- Verifique o prazo de opção ao Simples: Confirme no site da Receita Federal se a Resolução CGSN nº 186/2026 já foi publicada e qual o novo prazo para 2027.
Não deixe para a última hora. Acompanhe as publicações oficiais e, em caso de dúvidas, consulte um contador especializado em planejamento tributário. Cada mudança pode representar economia de impostos ou, se ignorada, multas e complicações fiscais.
Conclusão: Navegando pelas Mudanças com Informação e Segurança
O cenário de contabilidade empresas tributação em 2026 é de transição. O MEI já tem novos valores de DAS, projetos de lei prometem ampliar limites do Simples Nacional, a Reforma Tributária está em fase de regulamentação, e a Receita Federal exigirá CNPJ de autônomos a partir de julho. Cada uma dessas novidades exige atenção, planejamento e, acima de tudo, informação de qualidade.
Para o empreendedor, o caminho mais seguro é manter-se atualizado por fontes oficiais (Receita Federal, Ministério da Fazenda, Comitê Gestor do Simples) e contar com assessoria contábil especializada. O Brasil está mudando suas regras fiscais, e quem se prepara com antecedência colhe os frutos em economia e conformidade.
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